17 de set. de 2013

ARACAJU INVESTE POUCO EM TEATRO

Apesar de existir verbas destinadas à cultura, o teatro não recebe fundos necessários para o seu crescimento

Por Carolina Leite e Rodrigo Alves

Os recursos e políticas públicas para a cultura na cidade de Aracaju, capital de Sergipe, são poucos. Principalmente quando se fala em teatro. De acordo com dados do Portal da Transparência, dos últimos R$ 30.887.110,41 investidos em cultura de um modo geral, apenas 5,4% foi destinado a fundos teatrais.
A Fundação Municipal de Cultura e Turismo de Aracaju (FUNCAJU) é o órgão responsável pelo repasse de verbas municipais, como também pela formulação, implementação e execução da política pública cultural de Aracaju. Desde 1991, Aracaju sancionou uma Lei Nº 1719 de incentivo fiscal para a realização de projetos culturais, dentre eles, o teatro. Mesmo assim, são inúmeras as dificuldades encontradas pelos artistas aracajuanos em captar esses recursos.
O diretor do grupo de teatro Raízes, Jorge Lins, reclama não só por capacitação dos gestores de grupos teatrais e por campanhas de popularização dos artistas e grupos, mas acredita que “ainda capengamos no que diz respeito à uma política de difusão cultural, de formação de plateias e de adequação de espaços em polos do interior para que possamos escoar a nossa produção. É preciso que haja uma possibilidade real de mercado em todo o estado, para que as nossas produções possam ser pensadas profissionalmente.”
Diante das dificuldades que tem passado para realização de espetáculos, Jorge Lins coloca-se no lugar de um gestor, apesar de afirmar não ter nenhum interesse no cargo, e apresenta-nos sua ideia: “acredito que se fosse secretário, a primeira ação seria definir, a partir de reuniões com os grupos produtores das diversas manifestações culturais, a linha de ação da Secretaria.”
Segundo JosenitoVitale de Jesus, Secretário de Cultura do Município de Aracaju, mais conhecido como Nitinho, esta é a próxima proposta da FUNCAJU. Ele promete que até o dia 02 de novembro será formado um Conselho Municipal, uma comissão de 09 membros da gestão e 09 membros do povo, pessoas que desejem participar. Esse conselho tem como objetivo criar projetos e investir não só em eventos, mas em artistas plásticos e teatrais, novas mídias e cursos, com o pensamento de melhorar a vida cultural do município. Porém, ele reclama que o principal problema da sua gestão é de ordem financeira.

Assista na íntegra, entrevista realizada com exclusividade para o Contexto Repórter, com o Secretário de Cultura "Nitinho": 

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